Quem sonha em fazer intercâmbio normalmente pensa também em trabalhar durante a estadia para complementar a renda e reduzir os custos. A boa notícia é que, em 2025, muitos países permitem combinar estudo e trabalho, desde que o estudante tenha o visto correto e siga as regras do país de destino.
Países como Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Inglaterra, França, África do Sul, Estados Unidos, Espanha, Emirados Árabes e Malta continuam sendo destinos populares em que se admite alguma forma de trabalho para estudantes. No entanto, é indispensável checar os requisitos específicos do visto ou regime de imigração de cada país.
A seguir, você encontra um panorama atualizado.
Regras atualizadas dos principais destinos em 2025
Austrália
O Student Visa Subclass 500 permite trabalhar até 48 horas por quinzena durante o período de aulas. Durante as férias, o estudante pode trabalhar em tempo integral. Para dependentes, as regras variam conforme o nível do curso do aplicante principal.
Canadá
Desde o ajuste gradual iniciado em 2024, o trabalho fora do campus está limitado a 20 horas semanais durante o período letivo. Em cursos de tempo integral, é possível trabalhar em período integral durante as férias oficiais. O país mantém rotas de trabalho pós-estudo, como o PGWP, com regras específicas para cada tipo de instituição e duração do curso.
Nova Zelândia
Cursos com duração mínima de 14 semanas podem permitir trabalho de até 20 horas semanais durante o período de aulas, dependendo da categoria da instituição. Em férias, é possível trabalhar sem limite de horas para determinados cursos de educação superior.
Reino Unido
No Student Visa, estudantes de ensino superior podem trabalhar meio período durante o ano acadêmico, geralmente até 20 horas semanais, dependendo do tipo de instituição. Após a conclusão do curso, a rota Graduate Visa permite permanecer para trabalhar, porém o prazo foi ajustado de dois anos para 18 meses.
Espanha
O visto de estudante permite trabalhar enquanto estuda, desde que exista contrato e a atividade seja compatível com o horário das aulas. Em muitos casos, é necessário solicitar uma autorização extra de trabalho.
França
Estudantes estrangeiros podem trabalhar até 964 horas por ano, o equivalente a aproximadamente 20 horas por semana. Não é necessário solicitar uma autorização específica para esse trabalho.
Malta
O estudante pode trabalhar após três meses no país, desde que solicite a autorização de emprego. A carga horária geralmente é de até 20 horas semanais durante o curso.
Emirados Árabes
Algumas instituições liberam trabalho dentro do campus e determinadas empresas podem patrocinar estudantes. É necessário verificar as regras diretamente com a instituição.
Estados Unidos
O trabalho é permitido em situações específicas. Estudantes com visto F-1 podem trabalhar no campus por até 20 horas semanais. Trabalhos fora do campus exigem autorizações como CPT ou OPT, cada uma com regras próprias.
África do Sul
Estudantes podem solicitar permissão para trabalho parcial, desde que estejam matriculados em cursos formais com mais de três meses de duração.
Tipos de trabalho usualmente permitidos:
Na prática, os trabalhos que estudantes conseguem no exterior costumam ser operacionais, como:
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atendimento em restaurantes e hotéis
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garçom / barista
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vendedor em lojas
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babá, cuidador
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suporte administrativo leve ou serviços gerais
Embora não sejam cargos de alta qualificação, esses trabalhos oferecem vivência cultural, prática do idioma local e reforço no currículo — sendo valorizados pelas empresas no Brasil.
Estudar + trabalhar: vai além do idioma
Nem todo intercâmbio é só para aprender um idioma. Muitas pessoas escolhem cursos universitários, de extensão ou técnicos no exterior. Nesses casos:
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Em geral, exige-se ser maior de 18 anos.
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Muitos países exigem permanência mínima (por exemplo, ao menos 12 semanas ou um semestre).
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O visto de estudante precisa prever a possibilidade de trabalho ou estar associado a autorizações de trabalho específicas.
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Também é necessário comprovar que você terá recursos financeiros suficientes para se manter inicialmente — com ou sem renda — por meio de extratos bancários, histórico financeiro etc.
Permanência após os estudos:
Há países que permitem ao estudante permanecer para trabalhar depois de concluir o curso — via visto “pós-graduação” ou rotas de transição para vistos de trabalho. Em alguns casos, até dependentes (cônjuge, filhos) podem obter autorização para trabalhar. Mas essas regras são bastante específicas e dependem da legislação vigente no país de destino.
Estudar e trabalhar fora só vale para quem vai aprender um idioma?
Mais do que aprender ou aprimorar uma outra língua, o viajante intercambista pode optar por fazer um curso profissionalizante, universitário ou de extensão. Neste caso, as regras para a possibilidade de estudar e trabalhar fora variam de país para país, mas, na maioria dos casos, é preciso que o interessado tenha mais de 18 anos e fique mais de 12 semanas no país escolhido.
Em todos os casos, o interessado em fazer intercâmbio precisa, antes de viajar, provar que tem dinheiro para se manter financeiramente lá fora, trabalhando ou não. Isso é comprovado por meio de recursos financeiros e documentação (histórico financeiro, por exemplo), que devem ser enviados para o consulado ou embaixada do país onde você pretende estudar.
Há ainda alguns países que permitem ao aluno ficar trabalhando no país durante um tempo após a conclusão do curso. É importante reforçar que, embora existam alguns consensos, cada país impõe os seus próprios critérios para autorizar o trabalho. Em alguns casos, até os acompanhantes dos estudantes também são habilitados a trabalhar. Em caso de dúvidas, entre em contato com a CELESTINO.
Texto: Guilherme Soares Dias, com edição de Julio Simões



